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Por que entender cripto é essencial para o seu futuro

A transformação que cripto está fazendo no mundo é algo que, ou você começa a entender, ou vai ficar fora de tudo
Por  Gustavo Cunha -
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Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do Fortune Gems ou de seus controladores

A grande maioria dos meus leitores sempre associa cripto a investimentos, alta volatilidade, risco, ou fatores semelhantes e o que tenho colocado sempre que tenho oportunidade é que isso são aspectos de cripto e, para mim, aspectos menores. Explico.

Vejo os fatores associados a preço de cripto como sendo consequência do que está sendo criado e da forma como o mundo cripto vem sendo estruturado. Comparo muito esse momento de cripto com os primeiros momentos do surgimento da internet, com a diferença que em cripto podemos “precificar” esse momento.

A internet não é uma empresa, iniciativa, comunidade, token, etc.. É uma infraestrutura que todos usamos e ponto. Em cripto isso é diferente. Os modelos de negócio que envolvem cripto tem, em geral, um token associado que pode ser trocado na aplicação ou fora dela por até outra moeda fiduciária, o que dá a precificação dela em dólares, por exemplo. A internet até hoje não tem isso. Internet não em preço.

A forma como você poderia ter participado do boom que a internet foi seria via investimentos anjo em startups que anos após se tornariam enormes nesse mercado, tal como Amazon, Netflix, entre outras. Sem internet elas não sobreviveriam, e tendo uma participação nelas você teria uma participação indireta na mudança que a internet estava trazendo.

Mas essa parte era de difícil acesso. Tinha que estar muito próximo dos locais e pessoas que estavam tocando essas iniciativas, e mesmo que não mirasse investir nelas em um momento muito inicial, esse investimento não era nada fácil antes dessas empresas já terem se tornado grandes o suficiente para fazerem as suas ofertas iniciais de ações em bolsa, o famoso IPO.

Independente disso, com você estando perto dessas iniciativas, seja via investimentos como descrevi acima ou simplesmente acompanhando o seu desenvolvimento, isso te ajudaria a entender o modelo de negócios delas e assimilar como elas transformariam o varejo, por exemplo, te ajudando no mercado de trabalho, no seu projeto de empreendedorismo e, porque não, na sua facilidade como comprador, te dando acesso facilitado a produtos que antes eram de difícil acesso.

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Tudo isso só para citar um exemplo do varejo, mas podemos fazer paralelos em todos os setores, do setor de telecomunicações (sem internet você muito provavelmente não estaria lendo esse artigo), financeiro, saúde e por aí vai.

Em cripto, a lógica é muito semelhante, mas temos algumas diferenças principalmente na questão de precificação e investimento. As iniciativas cripto já nascem com um token, que é, em geral, acessível a qualquer pessoa com acesso à rede blockchain onde esse token está listado, e isso inclui as próprias redes de blockchain.

A Ethereum (ETH), que hoje é a principal infraestrutura de blockchain existente, deve ter hoje mais de 30% dos tokens emitidos listados na sua rede. Na altura que escrevo, o total de tokens já emitidos está em mais de 17.000 de acordo com o site coinmarketcap.

Isso quer dizer que só na rede Ethereum temos mais de 5.000 tokens listados. Entre esses tokens está o nativo da Ethereum, o ether. Ele é utilizado para fazer pagamentos dentro dessa rede e seu preço em relação ao dólar por exemplo tem similaridades com o conceito de ações que temos.

Digo que tem similaridade porque conceitos de cripto e mercado financeiro tradicional muitas vezes não são traduzíveis 1:1. O ether, por exemplo, é o meio de pagamento da rede Ethereum para você registrar o que você quiser nela, mas seu preço em relação ao dólar também tem relação com o sucesso ou não da rede para entregar o que promete, ou seja, se a rede está bem, crescendo em usuários, em transações, etc., a relação do ether com o dólar tende a subir. Muito semelhante ao que acontece no mercado de ações quando faturamento, número de clientes e outros fatores de uma empresa sobem.

Portanto, voltando ao paralelo com a internet, quando você compra um token de uma dessas infraestruturas de blockchain, Ethereum é somente uma delas, você está acreditando que ela será uma infraestrutura de blockchain importante no futuro. É como se estivesse comprando uma ação da internet lá no seu início.

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Duas coisas importantes aqui. O fato de poder ganhar financeiramente com o desenvolvimento da blockchain e o fato de você perceber que o impacto da blockchain pode ser tão colossal como foi o da internet para nosso dia a dia. O primeiro espero que já tenha ficado claro. Vamos ao segundo.

Blockchain está afetando todo e qualquer setor que você possa imaginar. Setor financeiro, varejo, turismo, telecomunicações, artes, games, pode nomear o que você quiser e sem muito esforço encontrará iniciativas sendo desenvolvidas de forma distribuída via blockchain que tem um enorme potencial de mudar as dinâmicas desses setores para frente.

Vou pegar duas para exemplificar.

Telecomunicações

A iniciativa chamada Helium, conseguiu colocar de pé, em pouco mais de 2 anos, uma rede de LORAWAN, que é uma rede muito utilizada para internet das coisas, no ocidente inteiro, e recentemente começou a testar nos Estados Unidos a conversão dessa rede para uma rede de 5G.

Quanto tempo você acha que uma empresa como a Claro, Portugal Telecom, AT&T, Vodafone, Verizon, demoraria para fazer isso? Eu arrisco dizer que nunca conseguiriam, porque senão alguma delas já teria feito. Com cripto, via um token, uma rede de blockchain e com os incentivos corretos para toda a comunidade a Helium fez isso em menos de dois anos. E digo mais, com investimento inicial infinitamente menor do que essas companhias.

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Financeiro

Aqui é até difícil selecionar qual iniciativa ou solução eu devo selecionar. São inúmeras. Via stablecoins atreladas a moedas fiduciarias, por exemplo, já se pode enviar e receber qualquer moeda para qualquer lugar em questão de segundos. O mercado financeiro tradicional de câmbio ainda hoje (2022!) tem como padrão dois dias para fazer a transferência.

A facilidade de troca de qualquer ativo por qualquer ativo de forma descentralizada que é encontrada na Uniswap (UNI), Sushiswap (SUSHI) e algumas outras, viram os modelos de bolsas de valores e corretoras do mercado financeiro tradicional de cabeça pra baixo.

Na Uniswap, por exemplo, se você quiser trocar o ativo A pelo ativo B, e esse par não existir, sem muita dificuldade você pode criá-lo e trocar, e a partir dele qualquer pessoa pode ir lá e negociar esse ativo A pelo ativo B. Nas Bolsas do mercado financeiro tradicional para trocar ativo A por B, você sempre tem que triangular por uma moeda fiat, com o risco de o diferencial que fizer se alterar por conta do tempo entre comprar um e vender outro.

Óbvio que hoje já existem robôs que fazem esse trade no mercado tradicional, mas isso ainda é restrito a pouquíssimas pessoas, diferente de cripto onde qualquer um tem acesso. Esse modelo das DEX (descentralized exchanges) é disruptivo até para as exchanges centralizadas de cripto que existem hoje.

O modelo da Makerdao de pegar um token em garantia e de dar uma stablecoin de dólares (DAI) abre espaço para ela ser um modelo de empréstimos universal e global assim que tivermos tokens de imóveis nas redes blockchain.

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Isso só para comentar alguns casos que já estão bem testados e sólidos.

Comecei esse texto com uma comparação com o início da internet e termino puxando esse tema. O que eu gostaria que você levasse desse texto é uma reflexão sobre o seguinte: como você viveria hoje, em 2022, sem internet? Conseguiria trabalhar? Se divertir? Fazer amigos? Estudar?

Agora mude o ano uns dez a vinte anos para frente e troque internet por cripto/blockchain.

Fazendo isso imagino que entenderá o meu ponto, e a pergunta final não poderia deixar de ser: o que você fará para não ser um “sem-internet” no futuro.

Depois me conta a que conclusão chegou.

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Gustavo Cunha Autor do livro A tokenização do Dinheiro, fundador da Fintrender.com, profissional com mais de 20 anos de atuação no mercado financeiro tradicional, tendo sido diretor do Rabobank no Brasil e mais de oito anos de atuação em inovação (majoritariamente cripto e blockchain)

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