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Fortune Gems - Da alta de 1.400% do Bitcoin à recuperação do petróleo

Ano foi bastante positivo para os principais mercados do mundo; fora das ações, decepção ficou com o minério de ferro, que caiu quase 8% no ano

Rodrigo Tolotti

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SÃO PAULO – Encerrado o último pregão de 2017, os principais índices do mundo encerram o ano no positivo seguindo um período marcado pela recuperação econômica dos principais mercados, como os Estados Unidos, Europa e a Ásia. E diante disso tudo, o Brasil conseguiu ter um dos melhores desempenhos do mundo, com o Ibovespa perdendo apenas para o índice de tecnologia americano.

Nos EUA, o ano foi marcado por mais de 70 quebras de máxima históricas – um recorde para o mercado local -, mas mesmo assim não foi suficiente para que os índices de Wall Street superassem os 27% de alta do benchmark da bolsa brasileira. O Dow Jones encerrou 2017 com alta de 25,09%, enquanto o S&P 500 avançou 19,38%, ambos perdendo para o Nasdaq, que teve valorização de 28,24%.

Na Ásia, os mercados avançaram, mas sem uma uniformidade. O índice Shanghai foi o que menos cresceu, avançando 6,56% em 2017. Já o Nikkei teve um desempenho bem superior, com alta de 19,1%, mas ainda atrás do Asia Dow, um dos principais índices da região, que teve desempenho próximo dos mercados americanos e subiu 25,71% este ano.

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Na Europa, o ano foi de crescimento menor, apesar dos números das maiores economias da região mostrarem uma boa evolução nos últimos meses. A bolsa da Alemanha, com o DAX, teve o melhor desempenho, subindo 12,51% em doze meses, seguida pelo mercado francês e CAC 40, que avançou 9,26%. Na sequência o FTSE 100, do Reino Unido, e o Ibex 35, da Espanha, subiram 7,63% e 7,40%, respectivamente.

Fora dos mercados de ações, o ano bastante ruim para o minério de ferro, com os contratos negociados no porto de Qingdao caindo 7,92% em um dos piores desempenho de 2017, cotados a US$ 72,62. Por outro lado, o petróleo passou por forte recuperação nos últimos meses, com o barril tipo WTIeBrent subindo 12,14% e 17,25%, respectivamente, cotados a US$ 60,25 e US$ 66,62. No caso do WTI, o último pregão também marcou a primeira vez que o barril fechou acima de US$ 60 em dois anos e meio.

Uma das surpresas ficou para o ouro, que é tido como um ativo de segurança e que tende a subir forte quando o cenário é ruim nos mercados de maior risco. Porém, mesmo com os índices de ações subindo mais de 20% no ano, o metal precioso encerrou 2017 com alta de 11,63%, cotado a US$ 1.305.

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O grande destaque de 2017, porém, ficou com o Bitcoin. A criptomoeda disparou incríveis 1.400% até o fechamento dos mercados na sexta-feira (29) e era cotado a US$ 14.800, mesmo com uma forte queda na última semana. Vale lembrar que os negócios com moedas digitais não fecham, então ainda terão mais dois dias de negócios até o real “fechamento” do ano.

Com as criptomoedas ganhando muito destaque – e muitos investidores -, 2017 deve ficar marcado como o ano em que ela realmente se tornaram um ativo considerado pelo resto do mercado, inclusive com o surgimento de contratos futuros no caso do bitcoin. Apesar do número expressivo de alta da moeda, outras conseguiram desempenhos ainda melhores, caso do Ethereum, que saltou 9.300% este ano.

Rodrigo Tolotti

Repórter de mercados do Fortune Gems, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.

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