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Fortune Gems - Em ano difícil, MMX cai 84,2% é a campeã das perdas no Ibovespa por W.O.

A mineradora de Eike se viu no meio da crise do grupo "X", que afetou todas as suas empresas

Felipe Moreno

Igarape, 04 de novembro de 2011Imagens das minas de minerio de ferro Tico Tico e Ipe, da empresa MMX, no complexo Serra Azul.Foto: Bruno Magalhaes / Nitro

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SÃO PAULO – Um ano ruim para Eike Batista terminou com uma de suas empresas na ponta negativa do Ibovespa, liderando as quedas. A MMX Mineração (MMXM3), única empresa ainda controlada pelo megaempresário, terminou 2013 com queda de 84,27%, aos R$ 0,70 – a maior de todo o Ibovespa. Em um ano ruim, o benchmark caiu 15,50%, para 51.507 pontos. 

A mineradora de Eike se viu no meio da crise do grupo “X”, que afetou todas as suas empresas – e obrigou duas delas, OGX Petróleo (OGXP3) e OSX Brasil (OSXB3), a pedirem recuperação judicial. Também muito endividada e com a produção fraca, a MMX Mineração viu seu prejuízo crescer de maneiras absurdas este ano, conforme a empresa teve que assumir a baixa contábil de investimentos fracassados no Chile. 

Assim como todas as outras empresas do grupo, a MMX – que iniciou o ano mudando de presidente – viveu a expectativa de ser vendida em 2013, o que acabou não ocorrendo. No fim, a empresa vendeu apenas 65% do Porto Sudeste para o fundo árabe Mubadala e a Trafigura, que livrou o negócio de mineração. 

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Mas curiosamente, é a única empresa de Eike que se manteve dele e no Ibovespa do início ao fim do ano: a LLX Logística foi vendida para o grupo norte-americano EIG e atualmente é a Prumo Logística Global, enquanto a OGX Petróleo foi excluída do Ibovespa após pedir a recuperação judicial.

Vitória por W.O.
Sem a exclusão da OGX, seria a petrolífera a “ganhar” o posto de empresa que mais perdeu no Ibovespa. A queda de 94,52%, para R$ 0,24 foi embalada pelo fracasso definitivo do campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos – após a instalação do terceiro poço em janeiro. A empresa acumulou dívidas impagáveis. 

OUTROS DESTAQUES DE 2013:

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2º: Brookfield (BISA3, R$ 1,15, -66,37%)
Um dos setores mais alavancados e instáveis da Bovespa é o imobiliário. O setor teve duas companhias entre as que mais sofreram em 2013. O principal destaque negativo do segmento foi a Brookfield, que viu seus papéis despencarem 66,37% e passaram a valer R$ 1,15 em um ano marcado também por acusações de pagamento de suborno por alvarás de construção em São Paulo. Além disso, a empresa viu o orçamento de diversas obras estourarem o orçamento. 

3º Rossi (RSID3, R$ 2,04, -55,16%)
Outra construtora que fez com que seus investidores tivessem pesadelo em 2013 foi a Rossi Residencial, que viu seus papéis caírem 55,16% no período, fechando o ano precificadas em R$ 2,04. As especulações de que o mercado imobiliário poderia estar sobrorizado e, desta forma, vulnerável a bolhas, faz com que os investidores tenham mais receio em investir no setor. Além disso, a empresa viu o orçamento de diversas obras estourarem o orçamento.

4º Oi (OIBR3, R$ 3,61, -54,53%; OIBR4, R$ 3,59, -49,45%)
Quem adquiriu as ações da Oi durante o ano de 2013 também não teve motivos para comemorar. A grande preocupação dos acionistas no ano foi decorrente do excesso de endividamento, além de resultados pouco animadores. Contudo, a empresa vem tentando reverter esse quadro ao trazer um CEO (Chief Executive Officer) de bastante prestígio, Zeinal Bava, além de seguir com programa de venda de torres, de ter anunciado a sua fusão com a Portugal Telecom em setembro e de diminuir o pagamento de dividendos aos acionistas. Mas o mercado ainda segue cauteloso com os papéis da companhia de telefonia.

5º Marfrig (MRFG3, R$ 4,00, +52,83%)
Com a Marfrig, o endividamento também foi um dos principais “drivers” negativos neste ano. Por trás das quedas de mais de 52,83% no ano, fechando a R$ 4,00, estão um passado ultraexpasionista da empresa via aquisições e uma fracassada integração das operações, afetando diretamente as margens de lucro da fabricante de alimentos. Nem mesmo a forte alta do dólar no ano proporcionou bons resultados para a companhia de natureza exportadora, tendo em vista a ainda alta exposição da sua dívida lastreada na moeda norte-americana – embora essa fatia tenha sofrido boa redução após a venda da Seara para a JBS. Como se não bastasse todo esse cenário desfavorável, a empresa vem sofrendo uma pressão implícita do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), já que o mercado vem especulando que o banco pode alienar boa parte das ações presentes em seu portfólio – podendo provocar um “overhang” (excesso de liquidez) no mercado.

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